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Calculadora de Renda

Como funciona um financiamento

6 min de leitura · atualizado em 22/06/2026

Conteúdo revisado segundo a nossa Política editorial. Veja Como calculamos e as Fontes.

Financiar é comprar um bem pagando em parcelas, com juros sobre o saldo devedor. Entender os componentes do financiamento ajuda a pagar menos, comparar propostas com clareza e evitar surpresas no contrato.

Saldo devedor e amortização

A cada parcela, uma parte paga os juros do período e outra amortiza (abate) o saldo devedor. No início, os juros dominam a parcela; com o tempo, a amortização cresce. Os dois sistemas mais usados são SAC e Price: no SAC a parcela cai ao longo do tempo, na Price ela é fixa.

Juros e o CET

A taxa de juros nominal não conta a história toda. O número que importa é o CET (Custo Efetivo Total), que inclui juros, tarifas e seguros obrigatórios (como MIP, que cobre morte/invalidez, e DFI, que cobre danos ao imóvel). É o CET que você deve usar para comparar propostas de diferentes bancos — duas taxas "iguais" podem ter CETs bem diferentes.

Entrada e prazo

  • Entrada maior → menos valor financiado, menos juros no total.
  • Prazo menor → parcela maior, porém muito menos juros no total.
  • Prazo maior → parcela cabe melhor no orçamento, mas o custo total dispara.

A taxa Selic influencia diretamente os juros oferecidos: quando ela sobe, financiar fica mais caro.

Exemplo prático

Em um imóvel de R$ 300.000 financiado em 30 anos a 11% ao ano pelo SAC, você pode pagar mais de R$ 250.000 só em juros ao longo do contrato. Aumentar a entrada de 20% para 30% e fazer amortizações periódicas pode reduzir esse total em dezenas de milhares de reais — por isso vale simular antes de assinar.

Amortização: o atalho para pagar menos

Aportes extras abatem o saldo devedor e derrubam os juros futuros, encurtando o prazo. Você pode escolher reduzir o prazo (economiza mais juros) ou reduzir a parcela (alivia o orçamento). No financiamento imobiliário, é possível usar o FGTS para amortizar ou abater parcelas.

Erros comuns a evitar

  • Comparar só a taxa, ignorando o CET.
  • Escolher o maior prazo sem perceber quanto isso encarece o total.
  • Comprometer mais de ~30% da renda com a parcela, sem margem para imprevistos.
  • Esquecer custos extras: ITBI, registro e escritura (cerca de 4% a 5% do imóvel).

Ferramentas para colocar em prática

Se você tem saldo de FGTS, veja como usá-lo para amortizar o financiamento — a regra dos 2 anos e qual opção economiza mais juros.

Vale ainda comparar com outras formas de aquisição em Financiar vs Consórcio e Alugar vs Comprar.

Conteúdo educacional — não é recomendação financeira.

Ferramentas para colocar em prática

Perguntas frequentes

O que é o CET de um financiamento?

O Custo Efetivo Total reúne juros, tarifas e seguros. É o número mais honesto para comparar propostas de diferentes bancos.

Como pagar menos juros no financiamento?

Dando uma entrada maior, escolhendo prazos mais curtos e fazendo amortizações extras, que reduzem o saldo devedor e os juros futuros.

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