Os juros compostos são o mecanismo pelo qual o seu dinheiro rende sobre o capital inicial e sobre os juros já acumulados. É o famoso "juros sobre juros" — e o principal motor do crescimento de qualquer investimento de longo prazo.
A fórmula dos juros compostos
A fórmula básica é:
M = C × (1 + i)ᵗ
- M — montante final
- C — capital inicial
- i — taxa de juros por período (em decimal)
- t — número de períodos
Por exemplo, R$ 1.000 a 1% ao mês durante 12 meses resultam em R$ 1.000 × (1,01)¹² ≈ R$ 1.126,83. Os R$ 126,83 de juros são maiores do que os R$ 120 que você teria com juros simples — e essa diferença cresce exponencialmente com o tempo.
E quando há aportes mensais?
Na prática, você não investe só uma vez: faz aportes recorrentes. Cada aporte passa a render a partir do mês seguinte, somando-se ao montante. Quanto maior o prazo, maior o peso dos juros no resultado final — por isso começar cedo é mais importante do que aportar muito por pouco tempo.
O fator mais importante: tempo
Dobrar o prazo não dobra o resultado — multiplica. Em horizontes de 20 ou 30 anos, a maior parte do patrimônio costuma vir dos juros, não dos aportes. É o efeito "bola de neve".
Como calcular na prática
Você não precisa fazer as contas à mão. Use a calculadora de juros compostos: informe o valor inicial, o aporte mensal, a taxa e o prazo, e veja a evolução com gráfico e tabela. Para investimentos atrelados ao CDI, veja também a calculadora de CDI.