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Calculadora de Renda

Simulador de Financiamento de Imóvel

Simule as parcelas e os juros do financiamento imobiliário.

O simulador de financiamento imobiliário calcula as parcelas, o total de juros e o custo real de comprar um imóvel financiado, incluindo os gastos que não aparecem na parcela. É indicado para quem já tem um imóvel em vista e quer saber quanto ele custa de verdade. Informe o valor, a entrada, a taxa e o prazo.

Resumo executivo

  • O que a parcela mostra: juros e amortização. O que ela esconde: seguros MIP e DFI e taxa de administração.
  • Custo de entrada além do sinal: ITBI e registro somam tipicamente 4% a 5% do valor do imóvel, à vista.
  • SFH x SFI: o enquadramento muda teto de valor, taxa máxima e o direito de usar o FGTS.
  • O número que importa na comparação entre bancos é o CET, não a taxa anunciada.
Regra de ouro

A taxa de juros escolhe o banco; o CET revela quanto o financiamento custa de verdade.

R$
%
anos

1ª parcela

R$ 3.453,71

As parcelas diminuem ao longo do tempo

Última parcela

R$ 840,61

Total em juros

R$ 472.978,26

R$ 290 milR$ 217,5 milR$ 145 milR$ 72,5 milR$ 01a15a30a
Saldo devedor
ParcelaPrestaçãoJurosAmortizaçãoSaldo devedor
1R$ 3.453,71R$ 2.620,38R$ 833,33R$ 299.166,67
2R$ 3.446,43R$ 2.613,10R$ 833,33R$ 298.333,33
3R$ 3.439,15R$ 2.605,82R$ 833,33R$ 297.500,00
4R$ 3.431,87R$ 2.598,54R$ 833,33R$ 296.666,67
5R$ 3.424,60R$ 2.591,26R$ 833,33R$ 295.833,33
6R$ 3.417,32R$ 2.583,98R$ 833,33R$ 295.000,00
7R$ 3.410,04R$ 2.576,71R$ 833,33R$ 294.166,67
8R$ 3.402,76R$ 2.569,43R$ 833,33R$ 293.333,33
9R$ 3.395,48R$ 2.562,15R$ 833,33R$ 292.500,00
10R$ 3.388,20R$ 2.554,87R$ 833,33R$ 291.666,67
11R$ 3.380,92R$ 2.547,59R$ 833,33R$ 290.833,33
12R$ 3.373,64R$ 2.540,31R$ 833,33R$ 290.000,00

Exibindo as 12 primeiras parcelas de 360. Total pago ao final: R$ 772.978,26 a uma taxa de 11,00% ao ano. Simulação sem seguros e taxas administrativas, que variam por instituição.

Financiar um imóvel é o maior contrato financeiro da vida da maioria das pessoas, e também o mais fácil de subestimar: a parcela mostrada na simulação do banco raramente é tudo que você vai desembolsar.

Use o simulador acima para projetar as parcelas e o total de juros, e leia as seções abaixo para somar os custos que ficam de fora da conta principal.

O que entra na sua parcela além dos juros

Todo financiamento habitacional embute dois seguros obrigatórios. O MIP (morte e invalidez permanente) quita a dívida se o titular falecer ou ficar inválido; o DFI (danos físicos ao imóvel) cobre a garantia contra sinistros. Ambos são cobrados dentro da prestação.

Some ainda a taxa de administração mensal do contrato. Junto com os seguros, esses encargos costumam representar uma fatia relevante da prestação — e crescem com a idade do titular, no caso do MIP.

Por isso a parcela que sai da calculadora é a estrutura do contrato, não o boleto. Peça sempre ao banco a planilha com a prestação cheia antes de assinar.

Os custos de aquisição pagos à vista

O ITBI é um imposto municipal cobrado na transferência do imóvel, com alíquota que varia por município e costuma girar em torno de 2% a 3% do valor venal ou de transação.

Somam-se a ele o registro da compra e venda e da alienação fiduciária no cartório de registro de imóveis, além da taxa de avaliação do banco. No conjunto, os custos de aquisição normalmente ficam entre 4% e 5% do valor do imóvel.

Esse dinheiro sai do bolso na assinatura e não é financiado. Quem esgota as reservas na entrada costuma travar exatamente aqui.

SFH ou SFI: por que o enquadramento muda tudo

O Sistema Financeiro da Habitação (SFH) usa recursos da poupança e do FGTS e impõe limites: teto de valor do imóvel, destinação residencial e taxa de juros máxima definida em regulamentação. Em troca, permite usar o FGTS na entrada, na amortização ou na quitação.

O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) não tem esses tetos e atende imóveis de valor mais alto ou uso comercial, com taxas livremente pactuadas e sem acesso ao FGTS.

Confirme o enquadramento antes de simular, porque ele determina o custo, o teto e o direito de usar o fundo.

Como comparar propostas de bancos diferentes

Compare pelo Custo Efetivo Total (CET), que o Banco Central exige que seja informado. Ele consolida juros, seguros, tarifas e demais encargos em uma taxa única — é o único número que permite comparação honesta entre instituições.

Verifique também o indexador do contrato. Contratos corrigidos pela TR, pelo IPCA ou com taxa puramente prefixada têm comportamentos muito diferentes ao longo de trinta anos, e o risco de cada um recai sobre lados diferentes.

Com a Selic hoje em 13,75% ao ano, as taxas do crédito imobiliário acompanham o custo de captação dos bancos — vale coletar propostas de mais de uma instituição antes de fechar.

Antes de assinar: três verificações

Primeiro, confirme se a parcela cheia — com seguros e taxas — ainda cabe no seu orçamento, e não apenas a parcela simulada. A calculadora de capacidade de financiamento ajuda a testar o limite.

Segundo, verifique se a reserva de emergência continua intacta depois da entrada e dos custos de cartório. Um financiamento de trinta anos sem colchão é uma aposta no fato de que nada vai dar errado.

Terceiro, compare com a alternativa de continuar alugando e investindo a diferença. O comparador alugar vs comprar faz essa conta explicitamente.

Perguntas frequentes

Quanto preciso de entrada para financiar um imóvel?

Os bancos costumam financiar de 70% a 80% do valor de avaliação, o que implica uma entrada de 20% a 30%. O percentual varia por instituição, por perfil de crédito e pelo tipo de imóvel.

Posso usar o FGTS na compra do imóvel?

Sim, em contratos enquadrados no SFH e desde que atendidas as regras do fundo, entre elas não possuir outro imóvel na mesma praça e ter tempo mínimo de conta vinculada. O FGTS pode compor a entrada, amortizar ou quitar o saldo.

O que é MIP e DFI no financiamento?

São os seguros obrigatórios do contrato. O MIP cobre morte e invalidez permanente do titular, quitando a dívida. O DFI cobre danos físicos ao imóvel dado em garantia. Ambos são cobrados dentro da prestação mensal.

Qual a diferença entre a taxa de juros e o CET?

A taxa de juros remunera apenas o capital emprestado. O Custo Efetivo Total acrescenta seguros, tarifas e demais encargos, revelando quanto o financiamento custa de fato. É o CET que deve ser usado para comparar propostas.

É melhor financiar em 30 anos ou em 20?

O prazo mais curto reduz muito o total de juros, mas exige parcela maior e mais renda na aprovação. Uma alternativa é contratar o prazo longo, garantindo folga, e amortizar sempre que sobrar dinheiro.

Limitações desta simulação

Os resultados são estimativas baseadas nas premissas que você informa e nas taxas de referência vigentes (atualizadas em 07/10/2026). Servem para orientar decisões e não substituem aconselhamento profissional nem constituem recomendação de investimento.

Entenda nossa metodologia em Como calculamos, consulte as Fontes ou leia a nossa Política editorial.

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