O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) é um direito do trabalhador com carteira assinada (CLT). Todo mês, o empregador deposita o equivalente a 8% do salário bruto em uma conta vinculada na Caixa Econômica Federal — e esse dinheiro é seu, embora só possa ser sacado em situações específicas.
Como funciona o FGTS
- Depósito: 8% do salário por mês, pago pela empresa (não sai do seu contracheque).
- Conta: fica na Caixa, separada por contrato de trabalho.
- Saque: liberado em casos como demissão sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria, doenças graves e pelo saque-aniversário.
Na demissão sem justa causa, além do saldo, você recebe a multa de 40% sobre o total depositado. Simule no calculadora de rescisão.
FGTS rende quanto por ano?
O saldo do FGTS tem remuneração legalmente fixada: TR + 3% ao ano. Em anos recentes, com a TR baixa, isso significou cerca de 3% ao ano — mais a eventual distribuição de resultados do fundo, que não é garantida.
Para ter uma ideia concreta, veja quanto rende R$ 10.000 no FGTS ou quanto rende R$ 50.000 no FGTS.
O problema: o FGTS rende pouco
3% ao ano costuma ficar abaixo da inflação e muito abaixo do CDI. Na prática, o dinheiro parado no FGTS tende a perder poder de compra ao longo do tempo. É por isso que vale entender o saque-aniversário e quando investir por conta própria.
Onde o FGTS é usado
Apesar do baixo rendimento, o FGTS tem usos importantes: entrada no financiamento da casa própria (com juros menores), colchão na demissão e recursos em emergências previstas em lei. Compare o rendimento dele com outras opções na calculadora de CDI.