Simulador de Aposentadoria
Planeje quanto acumular para a aposentadoria.
A calculadora de aposentadoria projeta quanto patrimônio você terá ao parar de trabalhar e quanto precisa aportar por mês para chegar lá. É indicada para quem quer complementar o INSS com uma reserva própria e precisa de um alvo concreto. Informe idade, aporte mensal, rentabilidade esperada e a renda desejada na aposentadoria.
Resumo executivo
- A conta tem duas fases: acumular o patrimônio e depois transformá-lo em renda sem que ele acabe.
- O tempo é a variável mais poderosa — mais poderosa que o valor do aporte.
- O alvo usual é o patrimônio que sustenta uma retirada anual segura sobre o capital acumulado.
- O INSS entra como piso, não como plano: dimensione a reserva pela diferença entre o benefício estimado e o padrão de vida desejado.
Regra de ouroAposentadoria não é uma idade, é um patrimônio. A idade só define quanto tempo você tem para construí-lo.
Patrimônio na aposentadoria
R$ 1.609.803,72
Aos 60 anos
Renda mensal estimada
R$ 10.357,53
Retirando apenas o rendimento
Total investido
R$ 380.000,00
Estimativa educacional. Os valores são nominais e não consideram inflação nem tributação. Para preservar o poder de compra, utilize um retorno real (acima da inflação).
Planejar a aposentadoria é responder a duas perguntas encadeadas: quanto preciso ter acumulado e quanto preciso guardar por mês para chegar nesse número no prazo que tenho.
Use a calculadora acima para simular os dois lados. As seções abaixo explicam as premissas que mais influenciam o resultado.
As duas fases do plano
Na fase de acumulação, aportes e juros compostos trabalham a seu favor: o patrimônio cresce e você não retira nada. É a fase longa, em que o tempo faz o trabalho pesado.
Na fase de usufruto, a lógica se inverte: você passa a retirar, e o desafio é fazer o dinheiro durar. O patrimônio continua rendendo, mas as retiradas competem com esse rendimento.
Planos que só olham a primeira fase costumam falhar na segunda. Um alvo de patrimônio sem uma regra de retirada é meio plano.
Quanto preciso acumular
A referência mais usada parte da renda mensal desejada e calcula qual capital a sustentaria com uma taxa de retirada anual considerada segura. Quanto menor a taxa de retirada adotada, maior o patrimônio necessário e menor o risco de o dinheiro acabar.
Considere se você pretende preservar o principal, deixando herança, ou consumi-lo ao longo da expectativa de vida. As duas escolhas produzem alvos bem diferentes para a mesma renda mensal.
Para uma abordagem de independência financeira, com foco na taxa de retirada, veja a calculadora FIRE.
O papel do INSS no cálculo
O benefício público é um piso relevante e não deve ser ignorado, mas ele tem teto e regras de cálculo que costumam produzir uma renda inferior ao último salário de quem ganha acima da média.
O caminho prático é estimar o benefício e dimensionar a reserva própria apenas para a diferença entre ele e o padrão de vida desejado. Isso costuma reduzir bastante o alvo de patrimônio.
Contribuições e regras de transição mudam ao longo do tempo, então vale revisar essa estimativa a cada poucos anos.
Rentabilidade: a premissa mais perigosa
Pequenas diferenças na taxa esperada produzem resultados muito distintos em trinta anos. Projeções otimistas geram alvos confortáveis no papel e frustração na realidade.
Com o CDI hoje em 13,65% ao ano e a inflação em 4,22%, vale simular pelo menos dois cenários — um conservador e um moderado — e planejar pelo pior deles.
Simule também o impacto de começar cinco anos antes ou depois. Na maioria dos casos, esse deslocamento pesa mais que qualquer ganho de rentabilidade realista.
Revisar é parte do plano
Renda, despesas, composição familiar e objetivos mudam. Um plano de aposentadoria não é um cálculo único, e sim uma projeção que se atualiza pelo menos uma vez por ano.
Se a projeção mostrar um alvo inatingível com o aporte atual, as alavancas disponíveis são poucas e claras: aumentar o aporte, estender o prazo, reduzir a renda desejada ou aceitar mais risco. Testar cada uma separadamente ajuda a decidir.
Perguntas frequentes
Quanto preciso juntar para me aposentar?
Depende da renda mensal desejada e da taxa de retirada que você considera segura. O alvo é o capital que sustenta essa renda sem consumir o patrimônio antes do tempo previsto.
Devo contar com o INSS no meu planejamento?
Sim, como piso. O benefício tem teto e regras próprias de cálculo, então o mais prudente é estimá-lo e dimensionar a reserva privada para cobrir a diferença até o padrão de vida desejado.
Qual rentabilidade usar na projeção?
Prefira premissas conservadoras e simule mais de um cenário. Taxas otimistas em horizontes longos produzem alvos que parecem confortáveis, mas escondem o risco de o plano não se cumprir.
Começar tarde ainda vale a pena?
Sim, embora exija aportes maiores. Quem começa tarde compensa com valor aportado, prazo adicional de trabalho ou expectativa de renda menor na aposentadoria — e vale simular as três alavancas.
Previdência privada é necessária?
É uma entre várias formas de acumular. A decisão depende de custos, regime tributário escolhido e do seu perfil de declaração. O que determina o resultado é o aporte consistente e o custo do produto, não o rótulo.
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Os resultados são estimativas baseadas nas premissas que você informa e nas taxas de referência vigentes (atualizadas em 07/10/2026). Servem para orientar decisões e não substituem aconselhamento profissional nem constituem recomendação de investimento.
Entenda nossa metodologia em Como calculamos, consulte as Fontes ou leia a nossa Política editorial.
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