Receber uma proposta como PJ com salário maior que o da CLT é comum — mas o número maior nem sempre significa mais dinheiro no bolso. Para comparar de forma justa, é preciso colocar na conta os benefícios e as obrigações de cada regime.
O que a CLT oferece
O regime CLT desconta INSS e Imposto de Renda na fonte, mas garante um pacote de direitos com valor real:
- 13º salário e férias + 1/3 constitucional;
- FGTS (8% do salário/mês) e multa de 40% em demissão sem justa causa;
- aviso prévio, seguro-desemprego e estabilidade em alguns casos.
Some a isso benefícios comuns como vale-transporte, vale-refeição e plano de saúde.
O que o PJ precisa considerar
O PJ costuma ter salário bruto maior, porém arca com custos que a empresa não paga:
- impostos da empresa (Simples Nacional, em geral 6% a 15,5% do faturamento);
- contabilidade mensal;
- ausência de 13º, férias e FGTS — é preciso se planejar para "criar" esses benefícios sozinho;
- previdência por conta própria (INSS ou previdência privada).
Como comparar de verdade
A regra prática é transformar tudo em valor mensal líquido equivalente. Um caminho comum é exigir que a proposta PJ seja 20% a 40% maior que o salário CLT só para empatar, dependendo dos benefícios envolvidos.
Use o comparador CLT vs PJ para simular os dois cenários com os seus números e veja também a calculadora de salário líquido.