Calculadora de Preço-Teto pelo Método Bazin
Defina o preço máximo de compra de uma ação pelos dividendos.
A calculadora de preço-teto define o valor máximo a pagar por uma ação para que ela entregue o dividend yield mínimo que você exige. É indicada para quem investe buscando renda e quer um critério objetivo de compra. Informe o dividendo por ação e o yield desejado para ver o teto.
Resumo executivo
- A lógica é simples: preço-teto é o dividendo anual dividido pelo yield mínimo aceitável.
- É um método de renda, não de valor: ignora crescimento, lucro e patrimônio.
- O dividendo usado deve ser uma média de vários anos, não o do último exercício.
- Funciona em empresas maduras e previsíveis; falha em cíclicas e em companhias de crescimento.
Regra de ouroO preço-teto não diz se a ação é boa — diz apenas o preço acima do qual a renda que ela paga deixa de compensar.
Preço-teto (Bazin)
R$ 33,33
Dividend yield atual
6,67%
Margem até o teto
10,00%
O método Décio Bazin define um preço-teto de compra dividindo o dividendo anual esperado pelo dividend yield mínimo desejado (Bazin usava 6%). Comprar abaixo do teto garante o rendimento-alvo em dividendos. É uma regra simples, não uma recomendação de investimento.
A abordagem do preço-teto inverte a pergunta habitual. Em vez de estimar quanto a ação vale, ela define quanto você pode pagar para que o dividendo represente o retorno mínimo que você exige.
Use a calculadora acima para calcular esse limite e as seções abaixo para entender onde o método funciona e onde ele engana.
A conta por trás do teto
Divide-se o dividendo anual por ação pelo dividend yield mínimo desejado. Se você exige 6% ao ano e a empresa paga três reais por ação, o teto é de cinquenta reais.
A escolha do yield mínimo é pessoal e deve refletir o custo de oportunidade. Se a renda fixa entrega 13,65% ao ano com risco muito menor, exigir menos que isso de uma ação não faz sentido econômico.
Aumentar o yield exigido derruba o teto e torna o critério mais conservador. É o principal parâmetro de ajuste do método.
Qual dividendo usar
Usar o dividendo do último ano é o erro mais frequente. Um exercício excepcional, com venda de ativos ou distribuição extraordinária, produz um teto irrealista e uma compra cara.
A prática mais robusta é a média dos proventos de vários anos, idealmente cobrindo um ciclo completo do setor. Isso suaviza picos e vales e aproxima o número da capacidade recorrente de pagamento.
Verifique também a composição entre dividendos e juros sobre capital próprio, já que a tributação difere. A calculadora de dividendos detalha esse ponto.
Onde o método funciona
Empresas maduras, com receita previsível, baixa necessidade de reinvestimento e histórico longo de distribuição são o terreno natural do preço-teto. Utilidades públicas, transmissão de energia, saneamento e bancos consolidados costumam se encaixar.
Nesses casos, o dividendo é razoavelmente estável e a premissa central do método — que os pagamentos futuros se parecerão com os passados — tem alguma sustentação.
Onde ele falha
Empresas cíclicas distribuem muito no topo do ciclo e pouco na baixa. Aplicar a média sem ajuste gera tetos altos justamente quando a ação está cara.
Companhias de crescimento reinvestem em vez de distribuir, e o método as descarta por completo, mesmo quando criam muito valor. O preço-teto é um filtro de renda, e ele elimina categorias inteiras de bons investimentos.
Há ainda o ponto cego do endividamento: uma empresa pode sustentar dividendos com dívida por alguns anos, e o método não enxerga isso.
Como usar sem depender só dele
Trate o teto como critério de disciplina de preço, não como tese de investimento. Ele responde quando comprar, depois que você já decidiu o que comprar.
Combine com uma avaliação de valor baseada em lucro e patrimônio — a calculadora de preço justo aplica essa outra lente. Quando os dois métodos apontam na mesma direção, a margem de erro diminui.
E lembre que qualquer preço-teto é uma estimativa construída sobre premissas suas. Ele organiza a decisão, não a garante.
Perguntas frequentes
Como calcular o preço-teto de uma ação?
Divida o dividendo anual por ação pelo dividend yield mínimo que você exige. O resultado é o preço máximo a pagar para obter aquele retorno em proventos.
Qual dividend yield mínimo devo exigir?
Depende do seu custo de oportunidade. Como referência, comparar com o retorno da renda fixa de baixo risco é um ponto de partida razoável, já que a ação envolve risco maior.
Devo usar o dividendo do último ano?
Não é recomendável. Uma média de vários anos, cobrindo um ciclo do setor, evita que distribuições extraordinárias inflem o teto e levem a uma compra cara.
O preço-teto serve para qualquer empresa?
Não. Funciona melhor em companhias maduras com distribuição estável. Empresas cíclicas e de crescimento costumam produzir resultados enganosos ou serem descartadas indevidamente.
Preço-teto é o mesmo que preço justo?
Não. O preço-teto parte da renda distribuída e define um limite de compra. O preço justo estima o valor intrínseco a partir de lucro e patrimônio. São lentes diferentes e complementares.
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Limitações desta simulação
Os resultados são estimativas baseadas nas premissas que você informa e nas taxas de referência vigentes (atualizadas em 07/10/2026). Servem para orientar decisões e não substituem aconselhamento profissional nem constituem recomendação de investimento.
Entenda nossa metodologia em Como calculamos, consulte as Fontes ou leia a nossa Política editorial.
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