Os juros do cartão de crédito — especialmente o rotativo — são os mais caros que a maioria das pessoas vai encontrar. Entender como funcionam é o primeiro passo para nunca cair (ou sair rápido) dessa armadilha.
O que é o rotativo
Quando você não paga a fatura integral, o valor restante entra no crédito rotativo: um empréstimo automático com juros altíssimos, que costumam ficar entre 12% e 15% ao mês. Por causa dos juros compostos, isso equivale a mais de 300% ao ano — a dívida pode mais que dobrar em menos de um ano.
Veja o efeito na prática na calculadora de juros do cartão.
O perigo do pagamento mínimo
Pagar só o mínimo da fatura parece alívio, mas joga o restante para o rotativo. Se o que você paga não cobre os juros do mês, a dívida cresce mesmo pagando. É a famosa bola de neve.
Cheque especial: o primo caro
O cheque especial tem teto legal de 8% ao mês (cerca de 150% ao ano). Ainda é caro demais para usar como crédito recorrente — só para emergências curtas.
Como sair da dívida do cartão
- Pare de usar o rotativo/cheque especial.
- Troque por crédito mais barato: empréstimo pessoal, consignado ou o parcelamento da própria fatura têm juros muito menores.
- Priorize quitar a dívida mais cara primeiro (geralmente o cartão).
- Monte uma reserva de emergência para não depender mais do cartão em imprevistos.
A lição
Os mesmos juros compostos que fazem seus investimentos crescerem trabalham contra você numa dívida de cartão. Fuja do rotativo.